Análise de fraturas dos basaltos do Aquífero Serra Geral e o potencial de recarga regional do Sistema Aquífero Guarani
DOI:
https://doi.org/10.21701/bolgeomin.123.3.009Palabras clave:
Aquífero Serra Geral, basalto, fraturas, Sistema Aquífero Guarani, tectônicaResumen
O Instituto Geológico, pertencente à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, está realizando pesquisa, em escala regional, sobre o fluxo vertical de água subterrânea nos basaltos do Aquífero Serra Geral (ASG), pois este interfere na recarga dos arenitos do Sistema Aquífero Guarani (SAG) subjacentes e, consequentemente, na sua disponibilidade hídrica e vulnerabilidade à poluição. A área de estudo corresponde ao afloramento do ASG, em região de importantes centros urbanos do Estado de São Paulo. Foram empregados os seguintes métodos: (1) trabalhos de campo, com ênfase na caracterização de estruturas verticais tectônicas e os campos de esforços que as geraram; e (2) tratamento dos dados estruturais coletados, para identificação de eventos tectônicos rúpteis e sua influência no fluxo de água subterrânea. Um aspecto importante do trabalho de campo foi a distinção entre fraturas de resfriamento e fraturas tectônicas, pois somente estas tem potencial de atravessar as camadas vesiculares dos basaltos que, de outra forma, constituem barreiras hidráulicas regionais para o fluxo vertical e para a conexão entre os aquíferos. Foram identificados três eventos tectônicos transcorrentes, que geraram fraturas conjugadas híbridas, as quais, por envolverem extensão, além de cisalhamento, como modos de propagação, são potencialmente favoráveis ao fluxo. Feições diagnósticas sugerem que, na porção sul da região estudada, o fluxo de água ocorre preferencialmente ao longo de fraturas N70-80W e N60-80E e, secundariamente, ao longo das N20W e N20E; na porção norte, o fluxo se dá segundo fraturas N15W e N5-10E; e na porção intermediária, ao longo de N40-65W.
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